7.8.13

Dias 17 e 18 - em França 'portuguesa'




Quando saímos de Lyon, no nosso 17º dia de viagem, seguimos rumo a Regny, para ficar nessa noite, em casa de uns primos do Pedro, luso-descendentes que nos costumam visitar em Agosto, em Lisboa.

Fomos muito bem recebidos, como é hábito dos Beirões, com muita alegria e uma mesa bem cheia.

Sempre achei curiosa e corajosa a saga dos emigrantes, que deixam tudo em busca de uma vida melhor, na esperança de um dia voltar "à terra". O regresso nem sempre acontece, principalmente porque a família cria raízes no país que os recebeu, e a partida na reforma torna-se mais difícil de acontecer.

Foi aqui que aproveitei para tirar umas fotografias ao "crescimento" do casaco que levei para tricotar na viagem. E se desviarem o olhar do casaco, para o painel de azulejos que está na parede, conseguem perceber que as marcas portuguesas estão sempre presentes, na casa de quem tem coração luso - a imagem é do forcão, da garraiada que ocorre nas festas da Rebolosa, concelho do Sabugal, de onde a família paterna do Pedro é oriunda.






E foi neles que pensei ontem, quando fui ao cinema vêr A Gaiola Dourada e me emocionei com o fado cantado pela Catarina Wallenstein...

Soltei muitas gargalhadas ao longo do filme, mas nesta parte, não pude impedir as lágrimas de correrem pelo rosto abaixo, ao som destas palavras... "Talvez que eu morra na noite onde a morte é natural as mãos em cruz sobre o peito. Das mãos de Deus tudo aceito, mas que morra em PORTUGAL"






2 comentários:

  1. Tb eu fui por estes dias ver o filme e, foram esses os sentimentos, ora gargalhada ora lágrima no olho.

    Continuação de boas férias

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Bj