25.4.12

Tempo Livre

Hoje deixámos as tarefas domésticas, e os chamados afazeres, para trás e fomos dar uma volta até ao Ribatejo. O dia não esteve bonito, a chuva miudinha acompanhou-nos sempre, mas não nos importámos demasiado com isso e optámos por sair de casa e apreciar as paisagens da lezíria ribatejana.

E talvez pelo local, por ser 25 de Abril, pela liberdade que senti de vaguearmos por Benavente, e Salvaterra de Magos, como se fosse outro País, tão perto de Lisboa, mas com uma paisagem tão diferente da nossa capital, com os campos salpicados de papoilas, e ao vê-las, lembrei-me da canção que a minha Mãe nos ensinou quando éramos pequenos...

E cantei-a.
Cantei-a toda, do início ao fim, sem perder um verso, sem me tremer a voz, cheia de esperança e orgulho neste nosso povo, "que serra fileiras, parte à conquista do pão e da paz! Somos livres, somos livres, não voltaremos a trás!"
Cantei-a na esperança de que também as minhas filhas aprendessem a letra e vibrassem com ela, como eu quando era pequena, mas... esta geração já não entende as gerações antecessoras, pois felizmente não entende o que é não ter Liberdade!

E diz-me o PP, em tom de brincadeira, quando acabei a minha actuação: não sabia que eras comunista!?
Ao que respondo: sou um pouco de tudo, desde que as idéias sejam boas, o País melhore com elas, e sejam bem defendidas. "Somos livres, somos livres, somos livres de crescer!"




9 comentários:

  1. tão verdade, Sofia! Mas os filhos vão aprendendo, é preciso não deixar cair no esquecimento. como diz o ditado: água mole em pedra dura ..."
    Muito bonito o que escreveste.
    Bj grande

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  2. Ainda hoje a cantei com o meu filho, que lhe dá uma entoação heróica. "Esta foi a segunda senha, Mãe", disse-me do alto dos seus 10 anos fresquinhos. E depois estragou tudo, quando me explicou que o 25 de Abril foi uma revolução contra um General chamado Zamora (aquela prof dele nunca me convenceu...).

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  3. que texto tão bonito... gosto tanto da paixão com que descreves as coisas!

    beijinhos,
    margarida

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  4. :) Muito bonito Sofia...

    E a canção a que te referes não diz em lado nehum que és comunista :D é uma cançao que marcou uma época e que deveria marcar muitas mais pelo verdadeiro significado das suas palavras...

    Beijinhos

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  5. Lembro-me perfeita-me da minha bisavó me cantar isto... Um dia também vou ensinar aos meus filhotes...

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  6. Não vivi esses tempos assim tão intensamente. Estava fora em terra onde o que não faltava era liberdade. Além disso era ainda criança inconsciente e não tive a noção clara do que estava a acontecer em Portugal.

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  7. Há q tempos que não vinha aqui. Vou-me apercebendo da tua presença no facebook e acabo por não vir. Dei conta do novo visual... muito bonito!

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  8. Há q tempos que não vinha aqui. Vou-me apercebendo da tua presença no facebook e acabo por não vir. Dei conta do novo visual... muito bonito!

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  9. Hallo Ana Sofia!
    Ich erinnere mich sehr gut an dieses Lied.
    Wie oft habe ich mit Irene am Strand "Uma gaivota voava, voava..." gesungen, und ich bin nun wirklich keine Kommunistin, sondern eine neutrale Bürgerin. Aber dieses Lied ist schön und sehr inhaltsreich und ich finde es gut, dass es deine Kinder auch lernen. Ich singe es auch hin und wieder.
    Es lebe unsere Freiheit und unsere Freundschaft über die Grenzen hinweg!
    Liebe Grüße
    Hildegard

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Se estás aí, diz qualquer coisa, sou curiosa, gosto de saber o que pensas.
Bj