9.2.10

Sexta-feira à noite

Nesta sexta-feira à noite, à semelhança de outras em que não temos os miúdos, fomos ao cinema. Escolhemos o Campo Pequeno, para fugir a grandes confusões e termos a certeza de arranjar bilhetes.
O filme foi descontraído, como gostamos, no final de uma semana de trabalho - A Bela e o Papparazzo! Não vou falar do filme, não é essa a minha intenção, mas posso adiantar que saímos de lá bem dispostos.

Mas o que vi depois é que me deixou incomodada...

Do lado de fora da praça de touros, grupos de jovens entre os 15 e os 16 anos, meio ébrios, com quantidades exageradas de cerveja e bebidas brancas, divertiam-se a engoli-las. Uma das raparigas bebia Pisang Ambon pelo gargalo da garrafa, como quem mata a sede numa tarde de Verão!

O meu primeiro pensamento foi: só faltam 4 ou 5 anos para a minha filha estar por aqui?!
Conseguirei evitar isto?! O que se passa com esta malta?!

Já passaram uns dias, mas não consigo deixar de me assustar com este Futuro...

11 comentários:

  1. Olá mãe,

    Fica descansada que isso comigo não vai acontecer.
    Aliás, isso faz-me impressão.

    beijinhos
    Filha I.

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  2. Olá Sofia,

    Como mãe a unica coisa que te posso dizer é que partilho o mesmo medo!

    Infelizmente, e vendo as coisas com algum distanciamento, não há muito que possamos fazer. O nosso papel é o de lhes transmitirmos valores (aqueles que tb nos foram dados), tentarmos que conheçam todos os perigos sem empolarmos as coisas, pois o fruto proibido é sempre o mais apetecido, e tentarmos que entendam que esse tipo de comportamento não lhes tráz nada, nem a tão desejada liberdade dos pais nem a independencia que nessas idades reclamam :)

    Mas não te preocupes a julgar pelo comentário anterior... a tua prol está bem ensinada :D

    Beijokas grandes

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  3. www.flickr.com/photos/florese-feltros9 de fevereiro de 2010 às 20:33

    É preciso conversar muito, mostrar que temos confiança, moderar as saídas, conhecer os amigos (tarefa muito dificil) e depois estar sempre muito atenta a todos os pormenores.
    Mas no fim pergunto-me, será que isso chega?
    beijinhos

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  4. www.flickr.com/photos/florese-feltros9 de fevereiro de 2010 às 20:33

    É preciso conversar muito, mostrar que temos confiança, moderar as saídas, conhecer os amigos (tarefa muito dificil) e depois estar sempre muito atenta a todos os pormenores.
    Mas no fim pergunto-me, será que isso chega?
    beijinhos

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  5. Pois é, e eu que já tenho a filha com 15, penso bastante nessas coisas. Ainda não sai, mas deve faltar pouco... qto a conhecer os amigos, como alguém dizia, é muuuuito difícil!

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  6. Por enquanto ainda vou conhecendo as e os amigos das filhas, mas calculo que a situação se altere um pouco com o crescimento.
    E o diálogo é diário e contínuo (às vezes até em excesso, nem tenho tempo para respirar e relaxar, mas é óptimo que assim seja), mas nada disto é garantia de imunidade a estas "cenas" de 6ª à noite!
    As vossas palavras alegraram-me, porque os medos/receios são partilhados por mais mães, como vi.
    Obg pela achega

    Filha I. não me vou esquecer do que aqui escreveste! :)

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  7. isso há por todo o lado, e garanto-te para bebedeiras os nórdicos ainda estão mais virados, é preciso tomar atenção ás companhias sim, mas procuramos sempre as companhias que nos assemelham não é ? por isso, tudo está em como educamos os nossos filhos, em como ocupam os tempos livres etc.
    Um conselho : o desporto é saudável e faz melhores companhias :-)

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  8. Infelizmente aqui em Inglaterra isso é muito, mas mesmo muito comum... considero-me uma pessoa bastante aberta e tolerante, mas chego a ficar muito incomodada com situações dessas. Quinta, sexta e sábado à noite é só dessas figuras e elas são piores do que eles!

    Mas, apesar de não ter filhos, acredito que a educação pode ter uma influência positiva nessas situações: podem ser muitas as raparigas que se levam por esses caminhos, mas algumas sabem dizer não e têm outros interesses! E pelo que vejo, a tua filha é uma delas ;)

    Beijinhos,
    margarida

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  9. Como mãe de duas raparigas de 17 e 19 anos devo dizer que não se deve ter medo. Confiem na educação que deram, confiem nos filhos e só é de recear o que lhes pode acontecer por tabela, já que partilham espaços públicos com quem não teve a mesma formação e os acidentes podem acontecer.
    Sofia, sendo as minhas filhas "crescidinhas" os corações dei-os às minhas sobrinhas/os, de 3 a 5 anos, que encantados levaram-nos para a escola.
    Bjs
    sofia

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  10. Realmente, não deixa de ser assustador e preocupante, mas ainda acho e quero acreditar que a educação em casa e o respeito sirvam, para que mais tarde saibam escolher companhias e locais.
    Beijinhos*

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  11. Obrigada pelos vossos conselhos.
    Felizmente que os nossos blogues também servem para trocar ideias sobre a educação dos filhos.

    :)

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Se estás aí, diz qualquer coisa, sou curiosa, gosto de saber o que pensas.
Bj